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O contrato estabelecido entre a instituição, o orientador da tese e o candidato deve ser num tempo razoável para uma investigação avançada. É importante que o candidato seja realista em relação ao prazo com que se comprometeu: se tem a certeza de que vai ter disponibilidade para cumprir um programa de 5 anos, por exemplo, deve assumi-lo desde logo.
Infelizmente, em qualquer programa de doutoramento são bastantes as desistências entre o momento da candidatura e o longo período de redação da tese. É preciso ter consciência de que uma tese de doutoramento é um trabalho de longa duração e árduo estudo. Dependendo do método de investigação utilizado e do perfil científico da tese, é possível que o processo de doutoramento dure vários anos. A maior parte das teses bem sucedidas foram executadas em 4/5 anos, o que é um período razoável. Alguns programas exigem a execução entre 3 a 5 anos. É possível também que este período seja mais largo, sobretudo nos casos em que os investigadores acumulam funções de docência durante o programa de doutoramento, o que é comum em Portugal.
Duas atitudes metodológicas podem ser adoptadas para ser bem sucedido no tempo previsto para um programa de doutoramento:
a. Começar a escrever a tese o mais cedo possível, ao mesmo tempo que se vai avançando na investigação;
b. Começar a escrever a tese só depois de ter realizado toda a pesquisa documental ou laboratorial.
A opção depende, naturalmente, das recomendações do orientador da tese, em função das características do investigador e/ou da tese. Uma recomendação inevitável é a de não permitir que o tempo de investigação supere o tempo de redação. Uma boa metodologia de trabalho é a imposição de tempos de redação para cada uma das partes da tese.
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